A Música e a Congregação - Haroldo A. Miller

Tem-se dito que "cantar é o ato de adoração como o é a oração". Naturalmente é possível fazer-se interpretação errônea desta simples declaração. O adorar constitui ato individual. Não é alguma coisa que outrem faça por você, e que você a aceite a distância. É uma experiência pessoal e não um reconhecimento da devoção alheia. Por conseguinte, se o cantar deve ser um "ato de adoração", necessariamente requer participação. Não há uma tendência para substituir os números do coral pelo canto congregacional? Em certos lugares é costume proporcionar "música especial" no lugar do segundo hino e do último. A congregação toma parte possivelmente no hino de abertura. Alguns oram por ela, um grupo canta para ela, e o pastor fala a ela. Quando é inevitável que as atividades provenham maiormente do púlpito e da galeria do coro, não seria razoável deixar todos os três hinos à congregação, sendo a escolha feita na base do assunto do sermão da manhã?
Lemos nos Testemunhos:
"O canto não deve ser executado apenas por uns poucos. Todos os presentes devem ser animados a unirem-se no serviço do canto. Há os que têm o dom especial do canto, e há ocasiões em que uma mensagem especial é comunicada apenas por um cântico ou por vários unidos no cantar. A capacidade de cantar é um dom de grande influência, que Deus deseja que todos cultivem e empreguem para a glória do Seu nome. – Ellen G. White. Testimonies For the Church, Vol. 8, pp. 115 e 116.
Oh, como há cantores que gostam de cantar hinos pesados de grande dificuldade técnica. Isto parece indicar que o cântico não sobe mais próximo do céu do que do telhado da igreja. Você não pode cantar como ato de adoração salientando o eu na execução, da mesma forma que você não pode orar com uma oração previamente preparada para um bom efeito retórico. Você talvez pense em quão bela oração pode fazer. Em igual medida, tanto na música como na oração, quem busca admiração ou louvor para o que faz, rouba-lhe a verdadeira devoção ou culto. Deus olha para o coração antes de ouvir a voz da criatura. Não vê o elegante, mas o sincero!
O hino congregacional afina o coração para receber a Palavra, e se o Pastor cantar suficientemente suave para ouvir a poderosa onda sonora que vem daqueles que devem ser ajudados, receberá fresca inspiração para um culto mais eficaz. Este ato de cantar todos juntos constitui poderoso agente em fundir a congregação num só coração como numa só voz
"O silêncio não é louvor, e o ouvir o cântico e pensar quão belo ele é, não constitui oração!" – Chapters on Church Music, R. B. Daniel.
Evitemos qualquer tendência de reduzir a participação ativa da congregação no culto e guardemo-nos de privá-la dos preciosos benefícios que possam fruir do cantar hinos.


Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br


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O Papel da Música na Igreja

Carlos Renato de Lima Brito

Sinto-me ofendido quando algum responsável por uma programação de negócios de uma instituição espiritual pede que eu dirija um cântico para chamar as pessoas de volta à reunião. É como se a música sacra fosse naquele instante apenas um jingle, uma musiquinha de intervalo comercial, para chamar atenção dos clientes a um produto entre a programação que o telespectador quer realmente ver.
Esta prática, realizada com esta falta de cuidado, atenta contra dois papéis fundamentais da música sacra na Igreja Cristã. O primeiro papel desvirtuado é o papel da adoração. A música serve para adorar a Deus, para glorificar a sua Pessoa e destacar de modo poético e artístico a sua Obra. Quando usamos a música sacra como uma sineta que toca para chamar os alunos a próxima aula, tiramos a atenção que a música dá ao Nome do Senhor para a próxima pauta da reunião, para o próximo item da palestra, para desorganização do evento, para letargia de seus participantes que não sabem tomar um cafezinho de 5 min., sem aumentar o seu tempo para 20.
A prática de "cante agora qualquer coisa de Jesus, para começar, irmão" desvirtua o papel de edificação que a música sacra tem dentro do povo de Deus. Se a música é usada como simples "venham todos, vai começar", ela pode ter a teologia mais profunda, pintada em letras de ouro, nos versos mais bem articulados, pelo mais entendido e minucioso poeta da História Eclesiástica, apesar de sua qualidade, ninguém vai prestar atenção nela, a não ser o seu pobre regente (ou seria regido?). O presidente da mesa estará chamando o secretário para fazer alguma observação, o irmão delegado estará correndo para pegar sua pasta que deixou em cima da mesa dos salgadinhos, a irmã estará se perguntando "onde está o Júnior?", e a mensagem das Escrituras estará sendo totalmente desprezada.
Em nome do Senhor, eu vos rogo, pastores, presidentes de associação, diretores de seminário e afins, usem vossa mente privilegiada pela graça que descende do céu para achar outra solução à chamada dos participantes ao plenário. Sei que há muitos outros meios que podemos utilizar sem desvirtuar o papel da música na Igreja tão massacrado por outras frentes como bem sabeis.


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A Cultura Pop Chegou Para Ficar?
Pr. Ricardo Gondim


Operado de uma simples hérnia, vi-me obrigado a uma razoável quarentena em casa. Com bastante tempo à minha disposição resolvi, por um dia, mergulhar no mundo televisivo. Liguei minha Sony e com o controle remoto na mão viajei, via cabo, às diversas opções oferecidas pela mídia eletrônica. À noite, senti-me vencido. O que assisti não era lazer, tampouco cultura. Era pura perca de tempo (*).
Cada dia mais me espanto com a superficialidade de minha geração. Na televisão, os noticiários estão cada vez mais rasos; evitam os temas relevantes, fogem da discussão imparcial. A "ratinização" dos programas de auditório chega a agredir o bom senso. A dramaturgia das novelas é um acinte à arte teatral. Os diálogos são patéticos. Bons atores são logo substituídos por moças e rapazes bonitinhos. Não sabendo representar, mecanicamente repetem scripts. Os programas infantis, nada educam. Simplesmente enchem os cofres de suas apresentadoras que nada têm na cabeça e que ensinam comportamentos éticos, no mínimo questionáveis.
Na música, as letras medíocres, para fazer sucesso, necessitam apelar para sentidos ambíguos. Os rebolados das dançarinas tentam compensar a rima pobre. Os grandes poetas e músicos se esforçam, mas parecem carecer da inspiração de tempos não muito antigos quando escreviam e cantavam com maestria.
Os filmes, fazendo apologia da violência, exploram o macabro e o terror. Não conseguem criar tramas inteligentes. Mostram-se diante de nossas telas produções com enredos repetitivos, direção mal feita; claramente produzidos para dar lucro. Filmes destituídos do ideal de fazer arte.
As revistas que entulham as bancas e os livros que aparecem nas listas dos best-sellers são risíveis sob o ponto de vista literário.
Os estudiosos de nossos tempos dizem que uma das características da pós-modernidade é a falência da chamada "alta cultura" e a emergência da "cultura pop". Por "alta cultura" devemos entender como o esforço humano de dar estrutura à vida. É a complexa produção humana que inclui o saber, crenças, arte, moral, leis, costumes e todas as expressões humanas.
A "cultura pop" fortaleceu-se com a massificação dos meios de comunicação. A indústria da informação e do lazer que oferece um franco acesso ao conhecimento, vagarosamente nivelou a produção cultural por baixo. Hoje, poucos conhecem Shakespeare, nunca leram Dostoievski, mal saberiam mencionar algum livro de Machado de Assis ou de Graciliano Ramos. Rapazes e moças detestariam uma ópera de Wagner ou de Carlos Gomes. A grande maioria nunca leu Carlos Drummond e nem sabe dizer quem foi Fernando Pessoa. Em compensação, conhece bem os filmes de Van Damme e do Bruce Willis. Gosta de ler Paulo Coelho e canta as músicas do Tchan. Meninos e meninas ainda cantarolam as letras dos Mamonas Assassinas. Diariamente acompanham a novela das oito dando-lhe índices de audiência acima de cinqüenta pontos. Adolescentes deliram com a mocinha vestida em roupas íntimas, insinuando cenas de sado-masoquismo.
O ocidente termina o século vinte impregnado de uma "cultura pop" que Richard Hamilton, artista inglês, conseguiu descrever como: "dirigida às massas, compreensível sem exigir reflexão, facilmente substituível por outra emoção, produzida às pressas, sensual, glamorosa, aética e sempre visando o máximo de lucro."
A produção cultural do ocidente empobreceu. Daí a pertinência do lamento de T. S. Eliot: "Onde está a vida que perdemos vivendo? Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento? Onde está o conhecimento que perdemos com a informação? Os ciclos do céu em vinte séculos nos levaram para mais longe de Deus e mais próximos do pó."
Mais triste é constatar que a igreja também foi afetada por essa cultura de massas. Primeiro nos Estados Unidos, depois na Europa e agora na América Latina, há uma forte tendência a transformar a igreja em "big business". Pior, "big business" do lazer espiritual.
Pastores e padres abandonaram sua vocação de portadores de boas novas. Assumiram novos papéis: animadores de auditórios e levantadores de fundos. O púlpito transformou-se em mero palco. A igreja, simples platéia. O clero arremedou a fama dos artistas. Com estilos de vida extravagantes e caros inebriam as multidões que também almejam galgar a celebridade.
Outros viram-se como empresários, vestiram-se como empresários e, pasme, contrataram guarda-costas armados para serem protegidos. Acham-se seqüestráveis. Os cultos já não estão centrados na máxima de João Batista – importa que ele cresça e que eu diminua. Sermões podem ser facilmente confundidos com palestras de neurolingüística. Cantores e "artistas" se atropelam querendo renome e gordos cachês. O cristianismo ocidental não conseguiu salgar, perdeu o sabor e conformou-se em ser raso. Os vendilhões do templo voltaram e armaram suas tendas.
Infelizmente atraem-se grandes multidões não pela força argumentativa do evangelho, mas pelo bem concatenado marketing. Impressionam-se as platéias pela capacidade de aproximar a linguagem religiosa da "cultura pop" e não por propor conteúdos sólidos de vida. Até pouco tempo, as igrejas neo-pentecostais acreditavam que seu descomunal crescimento vinha de uma bênção especial de Deus sobre suas novas propostas de prosperidade. Hoje, a explosão pop do catolicismo já atrai multidões tão enormes quanto as dessas bem sucedidas igrejas evangélicas. Prova-se assim que qualquer credo, ou confissão religiosa que souber promover um culto com as mesmas características da "cultura pop", também experimentará um crescimento vertiginoso.
Sempre que a igreja começou a percorrer uma senda perigosa e a aproximar-se dos sistemas doentes que deveria denunciar, houve fortes movimentos contrários. Quando Roma parecia estar à venda e o clero católico se emaranhou com o poder dos reis, as ordens monásticas apareceram. Quando Tetzel vendeu indulgências, prometendo menos sofrimento no purgatório em troca de algumas moedas, Lutero protestou. Quando a igreja protestante se institucionalizou e perdeu relevância, surgiram os anabatistas propondo a separação radical da igreja e do estado. Quando a rigidez teológica tentava sufocar a ação de Deus, os pentecostais levantaram-se mostrando que ele age como quer e não respeita as sistematizações humanas.
Precisamos de novos movimentos de reforma e protesto dentro do cristianismo ocidental. Os desafios de hoje requerem que os pastores voltem a "apascentar o rebanho de Deus, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto" (I Pe 5.2). Que as igrejas sejam espaços de fraternidade onde nos revestimos como "eleitos de Deus, santos, e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade" (Cl 3.12).
Diante do estrelismo, os pastores precisam optar pela discrição; reaprender a ser singelos de coração. Devem lembrar-se de uma citação antiga: "A glória é como um círculo n’água que nunca deixa de aumentar, até que por força de seu próprio crescimento dispersa-se em nada".
O crescimento numérico das igrejas engana. Tem mais a ver com fenômenos sociais que uma legítima ação do Espírito Santo. Líderes religiosos devem evitar essa corrida insana de notoriedade. A riqueza e popularidade de alguns nada significam nas realidades espirituais. Euclides da Cunha advertia em Os Sertões: "Se um grande homem pode impor-se a um grande povo pela influência deslumbradora do gênio, os degenerados perigosos fascinam com igual vigor as multidões tacanhas". Deixemos que o apóstolo Paulo fale novamente aos nossos corações: "Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E na verdade, tenho também por perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo" (Fp 3.7-8).
A igreja será sal e luz, somente quando caminhar na rota inversa das tendências de sua geração e mostrar-se simples em suas ambições. Caso contrário, continuará dizendo a si mesma: “Estou rica e abastada e não preciso de coisa alguma”. Mas ouvirá de Cristo: "Não sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre cega e nua”.
Que Deus nos ajude a comprar ouro refinado pelo fogo para nos enriquecer, vestiduras brancas para nos vestir, a fim de não ser manifesta a vergonha da nossa nudez. Compremos colírio para ungir os nossos olhos e vejamos" (Ap. 3.17-18). Soli Deo Gloria.


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...........................................................................................................................A Adoração de Isaías: Um Exemplo para Nós -
Ramon Tessmann

Um dos maiores exemplos de adoração que encontramos na Palavra de Deus está em Isaías 6, 1-7. Este texto nos revela atitudes que devemos ter quando estamos diante de Deus: Ter temor de Deus, reconhecer o pecado, ser sincero com Deus e dar atenção somente a Deus.

Temor de Deus:
Algo que nos chama a atenção nesta visão de Isaías é a maneira como os anjos se comportavam diante do Senhor. "Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés e com duas voavam." (vers. 2) Por que os serafins cobriam seus rostos e pés, se eles são seres santos, que ministram louvor a Deus sem cessar?! Por que eles cobriam os rostos: Os serafins cobriam os rostos porque não estão acostumados com a glória de Deus e não se acham dignos de olhar para o Senhor. Por que eles cobriam os pés: Os serafins tapavam os pés como um sinal de reverência e respeito diante de Deus. Esta passagem nos ensina o quanto devemos ter reverência na presença de Deus, pois os próprios serafins, que são seres santos e puros, temem a Deus a ponto de se acharem indignos de estarem em Sua presença. Claro que temos liberdade para adorar a Deus, mas muitas vezes deixamos de nos admirar com a presença de Deus. Tratamos a Deus como um ser comum e depois não entendemos porquê não conseguimos mais sentir a presença do Senhor. Um exemplo disso é a falta de reverência que apresentamos inúmeras vezes quando chegamos na igreja antes de um culto ou celebração. Quantas vezes entramos na casa de Deus e corremos para conversar com os irmãos ou afinar os instrumentos e só vamos falar com Deus quando o culto já "começou"?! A primeira coisa que devemos fazer ao chegar na casa de Deus é orar pedindo misericórdia ao Senhor!

Reconhecer o pecado:


No instante em que Isaías percebe que está diante de Deus, ele, imediatamente, reconhece e confessa o seu pecado. Às vezes achamos que confessar pecados e adorar a Deus não estão relacionados, mas isso não é verdade. Muito pelo contrário, o arrependimento está intimamente ligado à adoração. Se nosso coração não estiver quebrantado, estaremos apenas louvando a Deus da boca para fora. Não adianta nada chegarmos na igreja e começarmos a louvar, erguer as mãos e glorificar a Deus, se estamos cheios de pecados não confessados.

Sinceridade na presença de Deus:


Ser sincero com alguém é falar a verdade, não esconder nada e se mostrar como você é. Quase sempre temos vergonha de falar para Deus quem nós somos de verdade. Queremos aparecer limpos e puros diante do Senhor, mas esquecemos que é Ele quem nos limpa e purifica. Precisamos chegar a Deus sujos e mostrar a Ele nossa sujeira, para que Ele possa nos lavar e, aí sim, estaremos limpos. Foi exatamente o que Isaías fez! Ele mostrou a Deus quem ele era: "... sou um homem de lábios impuros..."Deus conhece o nosso coração, por isso não devemos esconder nossas falhas diante Dele. Pode parecer difícil, mas temos que chegar para Deus e falar: "Senhor, eu sou um invejoso", ou "Meu Deus, eu sou uma fofoqueira." Seja qual for o nosso erro, devemos declará-lo para Deus, pois só depois que Isaías assumiu a sua falha é que ele foi transformado.
Ser sincero com Deus também é ser simples. Isaías podia ter dito muitas palavras bonitas ao Senhor, mas ele foi simples e expressou o que realmente estava em seu coração: "Ai de mim, estou perdido!" (vers. 5) Diante da grandeza de Deus, não adianta querermos falar bonito e tentar impressionar a Deus. Deus quer simplicidade e sinceridade e não palavras bonitas! Também temos que dizer a Deus aquilo que queremos realmente. Ser sinceros quando pedimos algo a Ele. Não minta para Deus! Por exemplo, se você quer aprender a tocar guitarra muito bem, peça para Deus te ensinar a tocar muito bem! Não fique dando uma de modesto para Deus pois Ele, mais do que ninguém conhece o seu coração.

Dar atenção somente a Deus:

Quando Isaías recebeu aquela visão de Deus, ele viu muitas coisas: viu os serafins, viu as colunas do templo tremerem, viu a fumaça que encheu o lugar... Mas quando ele avistou o Senhor, sentado sobre seu trono, ele não deu atenção a mais nada, apenas ao Senhor! Tanto que ele afirmou: "Ai de mim, estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios: e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!" (vers. 5) O profeta poderia ter relatado todas as outras coisas que tinha visto, mas o que tomou toda a atenção dele foi a visão do Deus Todo-Poderoso! Foi depois de ver a Deus é que Isaías se reconheceu como pecador. Temos que dar mais atenção à Deus do que às bênçãos Dele! Direcione toda a sua atenção ao Senhor, assim como fez Isaías.


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...........................................................................................................................O Cantor na Igreja: Com Noção ou Sem Noção -
Joêzer Mendonça


Escolher uma música para cantar na igreja parece ser uma tarefa fácil. Mas não é. O sujeito recebe o convite, prepara uma mensagem musical para o final do sermão de sábado, acerta o tema com o pregador previamente, vai até seu estojo de playbacks, seleciona uma canção, ensaia, decora a letra, chega cedo no sábado de manhã, passa o som do microfone, confirma com o pastor qual o momento certo em que deve subir à plataforma para cantar e... ficou muito bom, obrigado, meu irmão, sua música “casou” com a mensagem, Deus te abençoe.
Essa organização toda que descrevi, nós sabemos, não é comum. Quase sempre aparece o frequentador habitual de muitos cultos: o Improviso dos Santos, um irmão que raramente falta. Sonoplasta atrasado, cabos velhos de microfones, convites em cima da hora, - "Dá pra você cantar uma música na escola sabatina também?", "Mas não preparei outra música", "Ah, canta qualquer coisa que você trouxe aí!"
Não poucas vezes, o mensageiro se interessa mais pelos ensaios do que pela preparação espiritual. Não medimos esforços para ensaiar durante a semana, mas deixamos de lado a comunhão diária, a orientação divina. Daí que a qualidade técnica avança enquanto a qualidade espiritual fica estacionada. Por isso, às vezes vemos cantores com o “dom” de quebrar a atmosfera de reverência e entrega pessoal com seu repertório e sua forma de cantar. O problema do “cantor sem-noção” é mais espiritual do que musical.
A música para o final do culto, a chamada “música de apelo”, precisa ser muito bem preparada. O estilo da música e a mensagem da letra precisam estar ambas adequadas ao momento. E o jeito de cantar também. Não é preciso encher a canção de melismas do começo ao fim. Nem fica bem uma cantora passar toda a música com os olhos fechados concentrada na música. Fica o cantor lá com sua música e a congregação cá com seus sentimentos. Como diz a canção: "você com a sua música esqueceu o principal". Ainda que não queiram passar essa impressão, fica parecendo que cantores assim estão mais preocupados com eles mesmos do que com a congregação.
A mesma noção que falta a quem canta uma música de apelo, tipo “Quando Jesus te chama e Tu não vens...”, às 9 da manhã na abertura da escola sabatina, também falta a quem faz os melismas fora de propósito. Repito: fora de propósito. Há quem saiba dominar essa técnica e também colocá-la nos lugares certos e usá-la na hora adequada.
"Eis aqui esses melismas feitos numa sílaba só": toda canção que já virou clássica parece que só pode ser cantada de novo com uma multidão de notas para uma sílaba só. No estúdio de gravação, numa programação em outro horário, ainda vá lá. Mas na hora do apelo pastoral penso que o intérprete pode deixar a música mais limpa, maisclean, aparar as arestas, pronunciar bem as palavras, fazer o menos em vez do mais.
A escolha cuidadosa do repertório, a forma de se vestir e até de fazer os gestos durante a música são detalhes que fazem a diferença para a congregação. Por isso, não deixe para orar na hora da introdução da música. A oração começa bem antes. Lá nos ensaios. Na hora de escolher a música que vamos cantar.

 

Fonte: http://notanapauta.blogspot.com/2010/10/o-cantor-na-igreja-com-nocao-ou-sem.html



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A Música Significa Muita Coisa -
Frances S. Wood


Disse Longfellow: "Mostre-me um lar em que habite a música, e mostrar-lhe-ei um lar, feliz, tranqüilo e alegre". Na verdade, é difícil imaginar que existam lares sem música.
Não havia músicos em minha casa, e o único instrumento era o velho órgão de pedal, na sala de visitas, ou o fonógrafo na casa da vovó. Mas os cânticos que entoávamos ajudavam a trazer felicidade e harmonia em nosso lar. Depois, adquirimos um piano, e nas noites de sexta-feira e aos sábados à tarde a música significava muita coisa para nós. As horas de culto não pareciam estar completas sem algum hino. O dia sempre se tornava melhor com a inspiração da música acompanhada de orações de dedicação a Deus.

Como educadora, recomendo que demos aos jovens a oportunidade de aprender música. Eles e o mundo têm necessidade deste aspecto da vida.A maioria dos grupos étnicos dedica grande atenção à música. Acha-se inextricavelmente ligada aos momentos que compõem a existência. Na América do Norte, são produzidos anualmente mais de 750.000 instrumentos musicais, e cerca de 50.000 orquestras sinfônicas e regionais tocam em cidades e vilas daquela parte do mundo. Mais de 100.000 bandas, orquestras e conjuntos corais de colégios e escolas dão aos jovens a oportunidade de desenvolver os seus talentos, e mais de 10 milhões de pessoas estão aprendendo música.

Nem Sempre é Deleitável

Não se deve pensar, porém, que a música sempre traga prazer. Não é assim. As horas em que as mães têm de ouvir exercícios de piano, clarinete, violoncelo etc., quase podem levá-las ao desespero. "Suportar" esses períodos de exercício requer muita imaginação e paciência.
Mas a participação na arte musical ajuda aos jovens a apreciá-la mais tarde. Nestes dias de tensão, quando a vida freqüentemente parece ser enfadonha, é bom olvidar a si mesmo e dar ao corpo e à mente a oportunidade de esquecer as tensões e ansiedades, e receber novas forças. A música pode habilitar a pessoa a fazer isto.

A música também tem sido útil para disciplinar crianças. Sons brandos e suaves servem para acalmar e provocam o sono; melodias agradáveis e animadas trazem contentamento.

Declara a Sra. Rute Mathews, no livro You Need Music ("A Música é Necessária"): "Quando as crianças sabem cantar ou tocar, obtêm duplo benefício, porque isso se torna um meio de expressão individual. Não nos preocupamos tanto com o que as crianças farão pela música, como com o que a música pode efetuar em seu favor. A criança que encontra prazer na música não praticará ações perversas. A menina que toca piano não será uma batedora de carteira; o menino que sabe manejar o arco do violino não apertará o gatilho de uma arma de fogo".
A música tem desempenhado uma parte importante na vida de pessoas famosas e diligentes. Einstein, o grande cientista, tocava violino. O Senador Eduardo Brooks, de Masachusetts, acredita que os estudantes que desprezam a música perdem uma dimensão inteira da experiência humana.
Outro senador crê firmemente que a educação deve incluir a habilidade musical. "Se considerarmos que a educação é o desenvolvimento do homem total - a total personalidade humana - creio que a música deve fazer parte da experiência educacional" - declarou. "Nela se encontra o maior vínculo de comunicação de toda a humanidade, unindo idade a idade e pessoa a pessoa".

A deputada Margarida Heckler, exímia pianista, descobriu que uma forma de fortalecer os laços que unem a família consiste em cantar junto ao piano numa hora musical do lar. Eis suas palavras: "Cada um de nós enfrenta dificuldades e períodos de ansiedade e tensão. Verifiquei que uma das maneiras para conseguir dissipar a tensão e suscitar tranqüila disposição de espírito era através do ato de desfrutar boa música. Caso não houvesse criado ou descoberto esse equilíbrio em minha própria vida, eu não me encontraria onde estou".

Aprendendo a Apreciar a Música.

O astronauta Walter Schirra, que estudou um instrumento musical durante oito anos, julga que o estudo da música ajuda os jovens a adquirir o senso de ritmo e tonalidade, habilitando-os mais tarde a apreciar a música, mesmo que não se tornem músicos.

O Dr. Lee DuBridge, presidente do Instituto de Tecnologia da Califórnia, escreveu: "Partilho a opinião de muitos matemáticos e cientistas, de que existe estreita relação entre a matemática, a ciência e a música. A harmonia da Natureza e as harmonias da música transmitem mensagens para nós. (...) A música é uma preciosa herança cultural que cada pessoa deve ter .privilégio de compreender e desfrutar".
Até para a maioria dos leigos, a música não é um passatempo, mas um meio de vida, uma parte da personalidade. Quem se empenha nalguma atividade musical, quer seja tocar um instrumento, participar dos cânticos na igreja, ou simplesmente ouvir os sons musicais, pode aprende a amar, respeitar e apreciar a música como uma arte. Para essa pessoa, a vida sempre será interessante.

Embora eu não seja musicista, estudei e ouvi suficiente música em minha família para saber que ela é uma grandiosa linguagem. Influencia nossa vida espiritual, nossa vida interior. Reflete nossa tranqüilidade, agitação, vivacidade, desalento, vitalidade ou debilidade – todas as modificações que ocorrem no recôndito da alma - de modo mais direto e peculiar do que qualquer outro meio de comunicação humano.
A música deveria ajudar-nos a ser mais amigáveis e manifestar mais profunda compreensão. Foi instituída originalmente para servir a um santo propósito: "Erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e elevador, e despertar n’alma devoção e gratidão para com Deus" (Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 293).
Na infância e juventude, freqüentei uma pequena igreja situada numa zona rural, onde raramente eram apresentadas variações musicais. Às vezes sorríamos quando Titia Elisa puxava o "r" ao cantar um hino especial, mas sabíamos que ela acreditava nas palavras que lhe saíam dos lábios. Quase tínhamos a impressão de estar contemplando a face de Deus quando vovô Galbraith pedia que cantássemos o seu hino predileto: "Face a Face". As mensagens desses cânticos gravaram-se indelevelmente em nossa memória, no suave processo do aprendizado espiritual.

A aspiração que temos, de estar entre os remidos, cujo coração vibrará com a mais profunda dedicação quando Jesus nos revelar as excelsas riquezas da redenção, logo se cumprirá. Todos poderemos participar da música do Céu, se nos prepararmos agora devidamente para esse sublime acontecimento.

 

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Música é Mensagem -
Rubem Xavier dos Santos


Com freqüência, em nossas igrejas, ao convidarmos pessoas que possuem talento para cantar, para apresentarem mensagens musicais em nossas reuniões, ouvimos a clássica explicação: “Não tenho nenhuma música nova para cantar”.
É bom e interessante termos músicas novas para apresentarmos em nossas programações. Mas o fato de não termos novidades musicais não deveria ser motivo para nos impedir de participar.
A visão ou enfoque que estou apresentando é que o importante não é se a música é nova ou velha, mas se ela é adequada a ocasião, às circunstâncias ou ao tema da programação.
Fui convidado varias vezes para apresentar mensagens musicais em programações, e com freqüência perguntava o tema do sermão ou reunião. Como não sabiam me esclarecer, diziam: “cante qualquer música que fale sobre Jesus!”
Certa ocasião, entrei na sala pastoral e disse ao pastor que havia preparado para cantar como mensagem musical, o hino “Seu Maravilhoso Olhar”. O pregador, que era um pastor de experiência, preparado e versátil, me disse: “Eu pretendia pregar sobre determinado assunto, mas agora, para tirarmos o melhor efeito da música e da mensagem, vou pregar sobre o olhar de Jesus”.
Noutra ocasião, fui convidado para cantar um hino tradicional de nosso hinário, durante um sermão de casamento, para ilustrar o sermão, e relacionado com fatos da vida do noivo em sua infância. Havia outras músicas especiais que foram cantadas durante o casamento, mas no final da cerimônia soube que a repercussão maior foi causada com o hino cantado com ilustração do sermão. Esse hino é o de nº 336, Almejo o Lar, que consta do Hinário Adventista atual.
Observem que um hino que acabamos de mencionar, quando utilizado em ligação à mensagem, ao sermão ou ao tema de qualquer reunião, mesmo que seja bastante antigo, velho, surrado ou fora de moda, produz nos ouvintes o efeito necessário e desejado.
Quando a utilização das mensagens musicais é feita sem esta preocupação de adequação da música à mensagem, o ouvinte é levado a apreciar a beleza do arranjo da melodia musical, e também passa a se fixar na avaliação do talento do cantor.
Por que o público é levado a se desviar do foco principal, que é a letra ou mensagem dos hinos? É porque todos nós, pastores, pregadores leigos, diretores de música e cantores, não estamos tendo a preocupação de adequar a mensagem musical ao tema da Lição da Escola Sabatina, do sermão, do culto jovem, do culto evangelístico, do culto de oração, etc.
Experimente, em sua igreja, buscar essa adequação da música à mensagem. Ela é um pouco mais trabalhosa, mas dá resultados surpreendentes. O efeito dessa adequação muito contribuirá para que a mensagem cale fundo na mente dos ouvintes.
Isso tornará mais fácil conseguir pessoas para cantar, pois não será necessário nenhuma música nova ou inédita. Quem está fazendo a escala poderá definir a música ou hino a ser cantado, ou deixar isso a critério do cantor, contanto que mencione o tema a ser seguido.
A adequação da música à mensagem também deve ser observada pelos solistas, conjuntos, corais e quartetos. Ao realizarem programações musicais, deveriam buscar um tema a ser desenvolvido. Caso não haja um tema específico, deverão fazer a ligação da música com textos bíblicos.
A não-observância desses conceitos poderá levar os cantores a serem olhados como artistas na realização de um show, ao invés de instrumentos condutores da mensagem.
A Sra. White diz que o cântico “é um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais”. – Ellen G. White, Educação, pág. 168.
E se procurarmos adequar a música à mensagem, certamente conseguiremos alcançar esse alvo.

 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br


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Música na Igreja: Dons e talentos são suficientes?



Há algum tempo eu e minha esposa – a qual também é minha parceira ministerial na área de louvor em nossa Igreja – vínhamos sentindo a necessidade de estudar mais a fundo com o nosso grupo a respeito da música como instrumento de adoração e os efeitos que essa ministração pode causar na comunidade.
Infelizmente estávamos entrando em um ritmo de trabalho no qual as nossas atividades como grupo se resumiam a ensaiar e depois tocar nos dias em que éramos escalados.  Passamos a procurar materiais / literaturas que pudessem nos orientar nesse estudo até que achamos o Curso “Liderando Louvor na Vineyard”, com uma apostila e dois DVD’s.
Assistimos os DVD’s, lemos a apostila e, para a nossa surpresa, o teor técnico do material é mínimo. Porém tudo o que é falado e proposto neste material faz todo o sentido para qualquer integrante do ministério de louvor. Fatores como a importância de se preparar espiritualmente durante a semana ou de ter uma boa relação com o seu pastor, para que isso torne todo o trabalho do grupo mais fluente... elementos que tantas vezes acabamos nos esquecendo e têm uma importância extrema.
Mesmo assim, cheguei a ser questionado por algumas pessoas sobre o uso deste material, pessoas essas que também me lembraram da importância de um grupo estar tecnicamente preparado. Vou reforçar que habilidades técnicas são extremamente importantes para um ministério de louvor. Afinação da parte vocal e virtuosidade da instrumental, por exemplo fazem a diferença... realmente! Mas preciso ser sincero: Não penso duas vezes em trocar músico virtuoso e descompromissado (que não esteja disposto a ser trabalhado) por outro que tenha somente os conhecimentos básicos e esteja firmado nos propósitos de Deus (motivado pelos princípios corretos).
A verdade é que estamos cansados de ver músicos / cantores / grupos cheios de habilidade técnica, porém desfocados da razão principal pela qual estão ali: Anunciar a mensagem da salvação; falar sobre a existência de um Deus vivo, que ama incondicionalmente a humanidade.
Líderes, pensem nisso quando forem selecionar os integrantes do seu grupo.



Abraços e orações.
João Neto
joao.neto@linkjc.com.br

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Música: Ministério, proifissão ou só um Hobby?

É interessante como quando um garoto (ou garota) aprende a tocar um instrumento e já quer logo montar a sua banda. Pelo menos foi assim comigo. Aprendi a tocar violão por volta dos meus 13 / 14 anos. Até um pouco tarde em relação a muitos de meus amigos da igreja e também da escola, que já tocavam os seus instrumentos há mais tempo. Mas mesmo assim o meu contato com o instrumento foi muito interessante porque acabei gostando muito aprender a toca-lo. A cada música e acorde novo que eu descobria, eu me empolgava ainda mais para me juntar a outros que também tivessem a mesma paixão que tinha pela música.
Consegui um espaço para entrar no grupo de louvor jovem da igreja da qual eu era membro na época e também descobri de uma forma muito espontânea, amigos que poderiam formar comigo uma banda. Como foi proveitoso para mim aquele tempo. Tocávamos juntos – sendo muitas das músicas que tínhamos em nosso repertório eram de nossa própria autoria. Cada vez mais eu sentia no meu coração que eu queria seguir aquela vida. Porém algo mudou a minha visão em relação a isso.
Durante um tempo acabei morando em um tipo de república estudantil e um dos estudantes que morou comigo era (e ainda é) um guitarrista altamente talentoso – com quem tive a grata oportunidade de tocar diversas vezes na igreja também - e estava investindo em sua carreira de músico profissional. Eu via o esforço e a dedicação daquele cara, estudando horas e horas todos os dias (tanto teoria como prática) e entendi que ele fazia aquilo porque queria alcançar a excelência no trabalho que exercia – até mesmo porque o reconhecimento do músico profissional no Brasil ainda não é dos melhores. Então eu pensei: “Será que eu tenho a música como uma paixão tão grande na minha vida neste momento que aceito estudar tanto assim sobre ela?”.
Naquele instante entendi que para mim, valeria mais a pena investir na minha faculdade de jornalismo e manter a música como um hobby e também como um ministério no qual eu atuo com muito prazer, colocando as minhas aptidões musicais à disposição d’Aquele que tem feito tanto pela minha vida. Hoje, já formado em jornalismo e casado com uma mulher que que atua junto a mim no ministério, consegui uma oportunidade de investir no meu no meu amadurecimento como líder de um grupo de louvor e sinto que estou fazendo isso na hora certa.
O que quero que entendam é que, é importante ter em mente que, se há o desejo em seu coraçao de se dedicar profissionalmente a musica, faça isso com excelencia (assim como em qualquer outra pofissao que quisesse seguir) e avalie se voce esta realmente interessado nessa carreira, porque a musica tem a sua parte boa, que é se apresentar e ter o seu trabalho reconhecido, mas tambem tem a parte que pode parecer “chata“, que são as muitas horas dedicadas ao estudo e aprimoramento das milhares de tecnicas que existem atualmente em cada instrumento. 
Não há nada de errado em voce ter a musica como um hobby, pois ela tem um poder terapeutico, tanto para quem ouve como para quem toca. Porem se houver a decisao de integrar um grupo de louvor, busque amadurecer tanto tecnica como espiritualmente, porque sendo profissional ou não, poder colocar os nossos talentos no altar do Senhor é o maior dos privilegios.



Abraços e orações.
João Neto
joao.neto@linkjc.com.br

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Música Instrumental:  Transmitindo a mensagem, mesmo sem palavras


Sempre que vou falar em música instrumental, me lembro de uma história.
Um primo meu tem a música como profissão já há mais ou menos 15 anos. Um pianista / tecladista fantástico, que é apaixonado pela boa música. Dentro das referências dele vão nomes como Djavan e Hermeto Paschoal. Bom, mas voltando ao assunto... quando ele ainda estava no começo da carreira, gravou um ótimo trabalho instrumental de piano no estúdio de um amigo e foi mostrar a gravação para uma moça com quem namorava na época.
- Olha só que legal a música que eu gravei.
E colocou o CD para tocar no som do carro dele.
A moça ouviu parte da música e quando já havia chegado a aproximadamente 1 minuto da gravação, ela perguntou:
- Mas o moço não vai começar a cantar?
À primeira vista, a história parece cômica, mas que se for vista com olhos um pouco mais analíticos, pode chegar a ser "trágico". Como pode alguém reduzir tanto trabalho (arranjos, construção de harmonias, notas) a tão pouco? E daí que não tinha ninguém cantando? A música (ainda que sem voz) não estava boa, agradável?



Para algumas pessoas (como eu, por exemplo), a música vai além do simples "som ambiente". Essas pessoas gostam de saber / reconhecer quem está cantando, que estilo é aquele... e mais: de saber quais instrumentos estão sendo usados ali, etc. E é para pessoas assim que uma boa melodia pode falar coisas que muitas vezes as palavras não expressam.
Para vocês entenderem na prática, o que eu estou falando, vou deixar vocês agora com o que pode-se chamar de mais que simplesmente uma música, mas sim uma experiência musical da qual eu gostei muito. Chamo assim, porque é possível perceber logo no começo, a "motagem" da música. Achei bem "didática" - apesar de bem trabalhada.
Confira:
Abe Laboriel & Friends - "On Eagle's Wings"
http://www.4shared.com/audio/ohPAioeC/05_On_Eagles_Wings.html?
Esse CD foi gravado por músicos que alcançaram um status invejável, não somente na vertente instrumental, mas também têm história na música de um modo geral.
Sâo eles:

Baixo - Abraham Laboriel: o cara é só uma das maiores autoridades musicais do mundo. Esse cara faz parte da história do contra-baixo e suas inúmeras técnicas. É praticamente inevitável que quem toque contra-baixo atualmente não sofra nenhuma influência desse cara. Ou acaba ouvindo as músicas dessa fera diretamente ou de alguém que foi influenciado por ele.
Guitarra - Paul Jackson Jr.: Aos quinze anos o cara já tava decidido a se tornar músico profissional. Uma de suas fases bem conhecidas foi o tempo em que tocou na banda de Michael Jackson, mas além de contribuir para músicas do Rei do Pop, também tocou para Whitney Houston, Anders Thomas, Patti LaBelle e Elton John.
Teclado - Tom Brooks:  É provavelmente mais conhecido por seu trabalho como produtor, arranjador e tecladista do premiado "Hosana! Music" Louvor e Adoração da Integrity Music Series, além de ter tocado com grandes nomes da música cristã internacional como Ron Kenoly, Paul Baloche, Crystal Lewis, Don Moen, Sandi Patti, Bob Fitts, entre vários outros.
Bateria - Vinnie Colaiuta: Vincent Colaiuta mora em Los Angeles. Nascido em Republic, Pensilvânia, ele começou a tocar bateria ainda criança e ganhou seu primeiro kit completo de bateria de seus pais aos 14 anos. Ele é reconhecido por suas habilidades técnicas e por sua versatilidade, tendo tocado com diversos artistas dos mais variados gêneros.


Abraços e orações.
João Neto
joao.neto@linkjc.com.br

Música boa é a que nos faz pensar

Imagine só uma música que você pode ouvi-la várias vezes, que sempre descobrirá algo novo nela (seja na letra ou na melodia). Ela existe? Com certeza, sim! E não é somente uma, mas sim várias. São tão ricas que possibilitam ao seu “consumidor” se encantar com a criatividade certamente concedida por Deus ao artista que a compôs.

Me encho de felicidade quando descubro que ainda existem artistas cristãos que buscam a excelência no que fazem e não simplesmente produzem CD’s para alavancar as vendas e lucros de uma gravadora. Não estou criticando músicos que se filiam a uma empresa que possa apoia-los, mas quero lembrar que Deus conhece a motivação do artista e sabe quando este está proposto a se dedicar com excelência para fazer um trabalho de qualidade, que leve as pessoas a refletirem sobre Sua grandeza.

Sinto que quando um músico cristão se empenha em tornar o resultado de sua arte tão rico ao ponto de que ela possa ser descoberta aos poucos, ele revela o quanto buscou amadurecer o talento que lhe foi dado por Deus como usa essas aptidões para glorifica-lo.

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Cor. 10:31).

Este versículo nos mostra a responsabilidade de um profissional cristão, seja qual for a área em que ele trabalha. Tudo o que ele faz, deve ser executado com excelência, tendo o criador de todos esses talentos como o “controle de qualidade” para que o nome dEle seja glorificado. Na música não é diferente.

Por isso, seja no rock, no rap, forró, chorinho ou qualquer outra levada... Procure ver qual é a riqueza daquela música que você ouve. Busque saber se ela te passa uma mensagem positiva e como ela pode te acrescentar algo de bom.

Abraços e orações.

João Neto joao.neto@linkjc.com.br

 

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